Conheça os Zen Peacemakers

Praticando o Budismo Engajado

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Organização caracterizada pelo budismo socialmente engajado, foi fundada pelo Roshi Bernie Glassman e sua esposa Sandra Jishu Holmes em 1996. No início, buscava dar continuidade ao trabalho iniciado com a Fundação Greyston Foundation em 1980, a qual tinha o propósito de expandir a Prática Zen em esferas mais amplas de influência, como na área dos serviços sociais, negócios e ecologia, mas sempre com grande ênfase na promoção da paz.

Os projetos dos Zen Peacemakers já incluíram desde uma cozinha comunitária para imigrantes em Paris, até iniciativas pela não-violência nos territórios palestinos, e participação em projetos de coexistência pacífica entre Israelis e Palestinos. O Grupo Zen Peacemakers na Polônia estabeleceu “Treinamentos e Práticas em Comunicação Não-Violenta” no sistema nacional de ensino público, e criou um Centro de Cuidados Paliativos para pessoas com AIDS. O Projeto Auschwitz reuniu famílias de sobreviventes do Holocausto e descendentes daqueles que perpetraram o extermínio com o objetivo de juntos “dar testemunho dos horrores da guerra”, em Retiros no local dos Campos de Concentração na Polônia. Nos EUA, os Zen Peacemakers já realizaram campanhas pela reforma do sistema prisional, proporcionaram cuidados em saúde e assistência humanitária para populações em risco social, nas cidades e no interior do país. Em várias cidades do mundo, são realizados Retiros de Rua, sendo o que o primeiro da América Latina ocorreu em novembro de 2011, em São Paulo, sob a coordenação de Genro Roshi e a com participação do Monge Koho, da Sangha do ViaZen.

Atualmente, o Zen Peacemakers tem 70 Centros afiliados nos 5 continentes, em países como Áustria, Brasil, Alemanha, Irlanda, México, Suíça e Inglaterra.

Missão
“Buscamos dar testemunho da alegria e do sofrimento no universo, e perceber e manifestar a unidade e a interdependência da vida, através do estudo, prática e ações pela transformação pessoal e social. Nosso propósito é conectar e fortalecer a ação de “peacemakers” (fazedores da paz) em todo o mundo. Nos comprometemos com a não-violência, a inclusividade, a liberdade de expressão e a experimentação.”

Visão
“Trazemos a visão de uma sociedade iluminada, onde o sofrimento seja transformado em sabedoria e compaixão, e onde todos os seres vivam em harmonia e sejam liberados das aflições da fome, guerra e doenças. Entendemos que a espiritualidade e o serviço são ferramentas que utilizamos para auxiliar todos os seres a alcançarem a liberdade, independente de suas raças, religiões, habilidades, gênero ou nacionalidade.”

Declaração sobre o processo de fazer a paz Ser Zen Peacemaker é auxiliar indivíduos e sociedades a perceber e manifestar a unidade (interconexão) da vida. Este manifestação resulta em uma redução do sofrimento tanto para o indivíduo como para a sociedade. Ao entrar no fluxo da Espiritualidade Socialmente Engajada, faço os votos de viver uma vida de:

  • Não saber, abrindo mão de idéias fixas sobre nós mesmos e sobre o universo.
  • Dar testemunho da alegria e do sofrimento do mundo
  • Praticar ações amorosas para comigo mesmo e para com todos os seres

Os Três Princípios servem como base para o trabalho como Fazedores da Paz. Usar esses três princípios como orientação transforma o serviço em prática espiritual. Especificamente, estas práticas coibem as separações e hierarquias, e proporcionam o encontro direto entre iguais.

O Não-saber desestrutura o nosso quadro conceitual de preconceitos baseado em visões e suposições muito pessoais tais como “dentro e fora” “bom e mau” “nome e forma”, “indo e vindo.” Não-saber é um estado de presença aberta e sem separação. Neste estado de consciência, podemos dar testemunho, o que representa o segundo princípio, e nos convida a experienciar a empatia com um indivíduo, situação ou ambiente, a assim absorver sua essência em profundidade. A partir desta “saber” interno, podemos então escolher uma resposta adequada à pessoa ou situação, o que é descrito como “praticar ações amorosas,” nosso terceiro princípio. Isso dá origem a um estilo de projetos que é holístico, integrado e abrangente de serviços. Os Três Princípios são aqui descritos como práticas ou fases de consciência separadas em deferência para com a mente discriminadora. Na verdade, eles são um fluxo contínuo, cada um contendo e dando origem aos demais.”

Fonte: VIA ZEN

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