Coronavírus: principais sintomas e cuidados

O coronavírus é uma infecção que se espalha pelo sistema respiratório. Leia e descubra os principais cuidados a serem tomados

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Foi através de um “surto de pneumonia” com causas desconhecidas que o novo vírus foi identificado. Centenas de casos já foram detectados na China e novas informações de pessoas infectadas por coronavírus começam a surgir no Brasil e no mundo todo. Reunimos as informações divulgadas pelos órgãos públicos para ajudar você a entender o que está acontecendo e se prevenir.
 
  • O que é o coronavírus?
  • Qual a origem do vírus?
  • Quais os principais cuidados para evitar o coronavírus?
  • Há risco de infecção via animais com o coronavírus?

E fique de olho: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) estão lançando boletins regularmente com as últimas notícias. O Ministério da Saúde também divulgou um site com todas as informações e você pode conferir o conteúdo. Acesse saude.gov.br/novo-coronavirus

 

Afinal, o que é o coronavírus? Quais são os principais sintomas?

Segundo informe da Sociedade Brasileira de Infectologia, o coronavírus já existe desde meados de 1960. Ele, na verdade, faz parte de uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados – que podem passar despercebidos pelo corpo – até mesmo síndromes respiratórias mais graves que precisam de um acompanhamento médico mais intenso. 
 
O que está alarmando atualmente toda a comunidade mundial é uma nova variação desse vírus, denominado cientificamente e chamado de 2019-nCoV. Essa diferenciação torna essa patologia perigosa para humanos, causando surtos como o que estamos presenciando atualmente.
 
Os casos suspeitos estão sendo aqueles que apresentam febres acompanhadas de problemas respiratórios. Além disso, precisam se enquadrar dentro de uma das seguintes situações: 
 
  • Ter viajado dentro dos últimos 14 dias para a cidade de Wuhan
  • Ou ter mantido contato próximo com quem esteve recentemente em Wuhan
 
É importante salientar que uma pessoa contaminada pelo coronavírus pode apresentar sintomas variados, desde infecções em vias aéreas superiores bem parecidas com um resfriado comum ou até casos de pneumonia ou insuficiências respiratórias agudas. Por se tratar de uma doença nova, quaisquer indícios de dificuldades respiratórias merecem atenção especial.
 

Qual a origem do coronavírus? Ele já tem uma cura? 

Não existe confirmação concreta de qual foi a principal porta de entrada do vírus na sociedade. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde indicou que os primeiros casos da doença surgiram na cidade de Wuhan, localizada na China Central. Essa é uma cidade comercial, dividida por rios, e possui muitos parques e lagos. Consequentemente, isso faz com que pesquisadores acreditem que a fonte primária do novo coronavírus esteja no mercado de frutos do mar da cidade ou que tenha se espalhado através de animais.
 
Outros casos de coronavírus também foram identificados nos seguintes países: Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Arábia Saudita, Estados Unidos da América e Brasil. Todos os pacientes que apresentaram os sintomas têm um mesmo fator em comum: visitaram recentemente Wuhan.
 

Coronavírus felino e em cães: como ficar atento aos animais? 

O coronavírus pode ser transmitido entre humanos e através de animais. O informe da Sociedade Brasileira de Infectologia contou que as últimas atualizações sobre a doença buscaram respostas em variações de vírus da mesma família, como o SARS-CoV (um dos causadores de síndromes respiratórias graves) e o MERS-CoV (causador de síndrome respiratória no Oriente Médio). O primeiro, seu principal transmissor foram gatos selvagens; e o segundo, a disseminação aconteceu através de dromedários.
 
O que está ainda em estudo é buscar entender os fatores determinantes para a transmissão entre animais. Ou seja, se a transmissão da infecção está ligada ao contato direto entre espécies intimamente relacionadas como morcegos, aves, porcos, felinos, cães, roedores e macacos. 
 

Cuidados para reduzir o risco de infecção por coronavírus

Como essa é uma infecção que afeta o sistema respiratório, alguns cuidados com as vias aéreas são necessários para se manter longe de qualquer possibilidade de transmissão do coronavírus. Ainda não existe nenhuma vacina ou antibiótico que previna a infecção por 2019-nCoV, contudo, testes e estudos já estão sendo realizados em busca da cura.
 
O Ministério da Saúde (MS) recomendou evitar viagens à China como forma de prevenir contaminações. No entanto, as precauções de contágio são importantes para evitar a propagação de doenças infecciosas de qualquer etiologia, inclusive a desse novo vírus. 
 
Fique atento aos seguintes cuidados:
 
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes e que tenham infecção respiratória aguda
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel, principalmente, após contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!)
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir com um lenço de papel e descartar no lixo
  • Higienizar as mãos sempre depois que tossir ou espirrar
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas
  • Manter ambientes muito bem ventilados
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como copos, garrafas e talheres
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes
 
Esses são hábitos diários que podem ajudar a impedir a propagação de várias doenças, inclusive essa nova infecção viral.
 
Não existe um período de incubação exata para quem contrair a doença atualmente. Os últimos casos confirmados no Brasil estão recebendo isolamento dentro das unidades de saúde, mas presume-se que o tempo de exposição ao coronavírus e o início dos sintomas ocorra no período de até duas semanas.

 

( Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Fonte: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Infectologia)

FONTE: UNIMED

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